sábado , 7 março 2026
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Saúde do Reino Unido pede novas restrições diante de alta de casos de Covid-19

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Paciente infectado com o novo coronavírus é tratado em hospital em Surrey, no Reino Unido

Os hospitais do Reino Unido estão próximos de ficarem sobrecarregados por uma nova onda de infecções por Covid-19. Com isso, restrições mais duras são necessárias, disse um grupo de funcionários do serviço de saúde do país nesta quarta-feira (20). No entanto, o governo britânico disse que agora não é o momento para um novo bloqueio.
A Grã-Bretanha tem o oitavo maior número de mortes no mundo de Covid-19, com quase 139 mil óbitos pela doença. Mas a vacinação também teve um início rápido e o primeiro-ministro Boris Johnson suspendeu quase todas as restrições na Inglaterra e acabou com as medidas de distanciamento social.
Johnson disse repetidamente que o sucesso inicial com as vacinas significou que a Inglaterra passaria por um inverno sem a necessidade de um novo bloqueio.
Os médicos, no entanto, expressaram preocupação de que um aumento no número de hospitalizações, combinado com as pressões sobre o NHS, o serviço de saúde do país, causadas por vírus sazonais, possam deixar os hospitais incapazes de lidar com longas listas de espera e funcionarem normalmente.
Matthew Taylor, presidente-executivo da NHS Confederation, pediu medidas que Johnson está mantendo em reserva, como usar máscara e trabalhar em casa, o que seria apenas um pequeno inconveniente e poderia evitar uma crise.
“Falo com líderes de saúde todos os dias e literalmente não falei com nenhum líder que não diga que seu serviço está sob intensa pressão agora. Estamos em meados de outubro. As coisas só vão piorar”, disse Taylor à rádio BBC.
“O serviço de saúde está no limite. Se você for além, não seremos capazes de fornecer o nível de serviço que as pessoas precisam ter.”
O ministro dos Negócios, Kwasi Kwarteng, disse que outro bloqueio seria errado e também minimizou a perspectiva de que medidas mais limitadas seriam implementadas em breve.
“Ministros, cientistas e especialistas estão analisando os dados de hora em hora”, disse ele à BBC. “E não achamos que seja o momento para o Plano B agora.”
Um relatório parlamentar sobre a resposta da Grã-Bretanha nos estágios iniciais da pandemia disse na semana passada que atraso na decisão de um lockdown e outras falhas causou milhares de mortes evitáveis.
A Grã-Bretanha relatou 223 novas mortes por Covid-19 nesta terça-feira, o maior número diário desde março – os números de casos são os mais altos na Europa.
O governo de Johnson disse que está contando com vacinas, incluindo doses de reforço para os vulneráveis, para evitar novos confinamentos neste inverno.
Mas a vacinação estagnou, ficando atrás de vários países europeus. O rápido início das vacinas na Grã-Bretanha também significa que a imunidade pode estar diminuindo nos primeiros vacinados, e os cientistas estão pedindo para que o ritmo das doses de reforço aumente. (fonte:cnnbrasil.com.br/internacional)

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