sexta-feira , 6 março 2026
BrasíliaPolícia

TRF-1 permite mais investigações sobre facada em Bolsonaro

94

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decidiu derrubar uma liminar que impedia a reabertura das investigações sobre a facada recebida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando era candidato, em 2018. Agora, a Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) poderão analisar novas pistas sobre a participação de terceiros no crime. A investigação havia sido arquivada pela Justiça Federal de Minas Gerais em junho.
Na sessão de julgamento, os desembargadores do TRF-1 derrubaram uma liminar que proibia, entre outros pontos, a quebra do sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que se apresentou, em um primeiro momento, como advogado de Adélio Bispo, autor da facada contra o então candidato a presidente.
O tribunal entendeu que os atos investigatórios autorizados contra o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior e pessoas jurídicas das quais ele é sócio não constituem violação ao sigilo profissional nem às prerrogativas da advocacia.
Os mandados de busca e apreensão abrangem livros-caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários, bem como o aparelho telefônico do advogado Zanone Júnior e imagens do circuito de segurança de um hotel onde o advogado teria se encontrado com um suposto financiador da defesa de Adélio Bispo.
O escritório de advocacia de Zanone não foi incluído no rol das buscas justamente para a preservação do sigilo da atividade profissional do advogado.
“Agora, as investigações da facada no presidente da República poderão continuar. Serão analisados os dados de todos aqueles advogados, e vamos saber quem pagou aos advogados”, afirmou Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, em coletiva à imprensa na noite desta quarta-feira (3).
Embora a Polícia Federal tenha concluído que não houve mandantes no atentado e que Adélio agiu sozinho, Bolsonaro alega que deveria ser apurado o pagamento de honorários dos advogados do autor do crime, já que ele não teria dinheiro para contratar defensores.
Em junho, apesar do arquivamento, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, determinou que as investigações pudessem ser reabertas na eventualidade de surgirem novas provas ou serem autorizadas diligências pendentes, como a quebra de sigilo do advogado que se apresentou para fazer a defesa de Adélio após o ataque. (fonte:noticias.r7.com)

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Edifício da CLDF em Brasília com símbolos de combate à violência contra a mulher e viatura policial, destacando falhas na reintegração de policiais.
Distrito FederalPolíciaSegurança e Justiça

CLDF expõe falhas graves na reintegração de policiais e no combate à violência contra a mulher

Sessão da CLDF em Brasília revela falhas graves na reintegração de policiais...

Mochila de criança com gravador escondido em creche no DF, revelando maus-tratos.
Distrito FederalPolíciaSegurança e Justiça

Mãe no DF descobre maus-tratos em creche com gravador na mochila do filho

Mãe no Distrito Federal usa gravador escondido na mochila do filho de...

Edifício do Itamaraty em Brasília emitindo alerta contra viagens ao Oriente Médio, incluindo Irã e Israel.
BrasíliaPolíticaSegurança e Justiça

Itamaraty emite alerta contra viagens ao Oriente Médio, incluindo Irã e Israel

O Itamaraty emitiu alerta oficial contra viagens ao Oriente Médio, incluindo Irã,...

Lancha em chamas no Lago Paranoá, Brasília, com fumaça e fogo, em estilo fotojornalístico.
BrasíliaDistrito FederalSegurança e Justiça

Lancha pega fogo no Lago Paranoá e deixa homem com queimaduras em Brasília

Incidente no Lago Paranoá Uma lancha pegou fogo no Lago Paranoá, em...