sexta-feira , 6 março 2026
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“Não vamos usar o orçamento para barganha”, afirma líder do PL

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Responsável pela relatoria do primeiro orçamento da União da atual gestão do presidente Lula, o PL da Câmara promete fazer uma oposição baseada em dados, e não utilizar a Comissão Mista de Orçamento (CMO) como espécie de barganha contra o presidente Lula. Para o líder da legenda na Casa, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), essa seria a melhor forma de o partido se solidificar como liderança de oposição ao atual governo.

“Não vamos usar a relatoria da CMO para fazer barganha. A gente sabe que o trabalho na CMO é bastante técnico, e não é espaço para ficar fazendo oposição por oposição”, disse ao Congresso em Foco o líder da legenda.

Côrtes foi responsável por levar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o nome do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) para ser o relator do Orçamento da União. Em seu segundo mandato, Motta é tido pelos aliados do governo como um nome equilibrado, ainda que integre os quadros do principal partido de oposição a Lula.

“O PL vai ser uma oposição de alta nível. Tudo que for bom para o Brasil, vamos apoiar”, garante ele.

Articulação de Valdemar

A jogada que garantiu a colocação de Motta na relatoria da CMO foi articulada pelo próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Foi ele o primeiro a conversar com o parlamentar sobre a indicação para a relatoria do orçamento. Como a relatoria da CMO pertence à Câmara, a indicação ao Congresso precisava partir de Lira, o que foi acertado com o aval do governo. O PT já sabia que não teria a relatoria, em um acerto que passou pelo comando da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). O colegiado se manteve sob o comando de David Alcolumbre (União-AP).

O PL, partido de Jair Bolsonaro, elegeu o maior número de deputados federais: 99. Ao lado do PP, a sigla desponta entre os partidos cujos integrantes foram mais beneficiados pelas emendas do relator nos anos de 2020 e 2021, segundo apontou levantamento do Congresso em Foco.

As RP9, ou emendas do relator, passaram a ser chamadas de emendas do orçamento secreto diante da falta de transparência sobre os critérios de repasse. Tanto os nomes dos parlamentares responsáveis pelas indicações, quanto o destino desse dinheiro era mantido sob sigilo. (Fonte: Congresso em Foco)

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