A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que as medidas impostas contra o ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes são severas. Em nota à imprensa, o advogado Celso Villardi expressou surpresa com a determinação de uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Bolsonaro manter contato com seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Essas medidas cautelares foram impostas no contexto de um inquérito que investiga a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover retaliações contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.
Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e se mudou para os Estados Unidos, alegando perseguição política. Sua licença termina no próximo domingo (20). Segundo a defesa, a decisão contra Bolsonaro é inédita no direito brasileiro. “As frases destacadas como atentatórias à soberania nacional jamais foram ditas por Bolsonaro. E não parece ser justo ou mesmo razoável que o envio de dinheiro para seu filho, nora e netos possa constituir motivo para impor medidas cautelares como estas, especialmente porque feito muito antes dos fatos ora sob investigação”, argumentou Villardi.
A defesa também destacou que Alexandre de Moraes não apontou risco de fuga na decisão. “Também causa espécie que, dentre as medidas cautelares, se inclua a proibição de conversar ou ter qualquer contato com seu próprio filho, um direito tão natural quanto sagrado”, completou a defesa. Mais cedo, a Primeira Turma do STF formou maioria de votos para manter a decisão de Moraes.