Bryan Johnson, um empresário de 47 anos, está em uma missão para alcançar a saúde de um jovem de 18 anos. Ele trata seu corpo como uma máquina, ajustando-o conforme seus interesses. Johnson monitora diariamente dados como peso, índice de massa corporal e qualidade do sono em uma clínica que ele mesmo criou em sua casa. Além disso, ele toma dezenas de comprimidos diariamente e faz sua última refeição do dia às 11h. Parte do seu protocolo Blueprint inclui visitas à sauna, uso de um boné com luz vermelha para estimular o crescimento do cabelo e terapia com ondas de choque, recebendo 4.500 choques ao redor do corpo três vezes por semana.
O método de Johnson é constantemente atualizado e já incluiu transfusões de plasma do sangue de seu filho, uso de anel peniano contra disfunção erétil e terapia em cabine com alta pressão de oxigênio. Muitas dessas práticas são questionadas pela comunidade médica devido à quantidade excessiva de comprimidos e à rigidez da dieta. Johnson admitiu que uma substância testada acelerou seu envelhecimento ao invés de reverter. Seu protocolo envolve acordar às 4h30 e dormir às 20h30, uma hora de exercícios matinais, sessões de sauna, dieta vegana com menos de 2.250 calorias diárias, e a ingestão de 54 comprimidos por dia.
Johnson compartilha atualizações sobre sua saga nas redes sociais, onde tem milhões de seguidores. Ele também comercializa produtos sob a marca Blueprint, como um azeite de oliva por US$ 35. Seu plano foi tema do documentário “Don’t Die”, onde ele afirmou que sua idade biológica havia diminuído em 5,1 anos. No entanto, entre 2022 e 2024, ele envelheceu o equivalente a 10 anos. Oliver Zolman, seu ex-médico, deixou a Blueprint devido a preocupações com os efeitos dos produtos vendidos pela empresa. Pesquisas internas mostraram que mais de 60% dos usuários tiveram reações adversas, incluindo casos de pré-diabetes. Médicos alertam que o uso excessivo de suplementos e dietas rígidas podem causar mais danos do que benefícios.