O Conselho Curador do FGTS aprovou na quinta-feira (24) a distribuição de quase R$ 13 bilhões em lucros do fundo para 2024, beneficiando os cotistas de forma proporcional ao saldo de suas contas vinculadas. Quanto maior o saldo em 31 de dezembro de 2023, maior será o valor recebido, com depósitos previstos até 31 de agosto. Trabalhadores com múltiplas contas terão créditos em todas elas, respeitando a proporcionalidade. Essa medida reflete uma decisão coletiva do conselho, que visa melhorar o rendimento do fundo em meio a debates sobre correções monetárias.
Para calcular o valor, basta multiplicar o saldo de cada conta em 31 de dezembro de 2023 pelo fator 0,02042919, o que equivale a R$ 20,43 por cada R$ 1 mil. Exemplos incluem R$ 40,86 para saldos de R$ 2 mil e R$ 102,15 para R$ 5 mil. O percentual distribuído representa 95% do lucro de R$ 13,61 bilhões obtido pelo FGTS em 2023, elevando o rendimento anual para 6,05%, acima da inflação de 4,83% medida pelo IPCA, mas abaixo dos 6,41% da poupança influenciada pela Selic.
A legislação garante ao FGTS um rendimento base de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), complementado pela distribuição de lucros desde 2017. Em 2024, o STF determinou correção mínima pelo IPCA, não retroativa, obrigando o conselho a compensar se o rendimento total for inferior à inflação. Os saques seguem regras como demissão sem justa causa ou compra de imóvel, com opção pelo saque-aniversário desde 2020, que limita acessos em casos de demissão.
Para consultar o saldo, os trabalhadores podem usar o aplicativo FGTS da Caixa Econômica Federal, disponível para Android e iOS, ou solicitar extrato em agências. A Caixa envia extratos bimestrais por correio, e mudanças de endereço devem ser informadas pelo 0800-726-0101 ou em agências.