O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do Brasil sobre seus minerais críticos, afirmando que as riquezas do país devem ser usufruídas pelo povo brasileiro. Durante evento em São João da Barra, no Rio de Janeiro, Lula criticou o crescente interesse dos Estados Unidos nesses minerais, comparando-o ao que ocorre na Ucrânia. Ele argumentou que empresas privadas podem pesquisar o território nacional, mas sob controle do governo, e que qualquer venda de áreas mineradas deve ser aprovada pelo Estado. “Se eu nem conheço esse minério, e ele já é crítico, eu vou pegar ele para mim. Por que que eu vou deixar para outro pegar?”, questionou o presidente.
Minerais críticos, como terras raras, são essenciais para a transição energética, usados em tecnologias como painéis solares, baterias e usinas eólicas, mas sua exploração pode gerar conflitos e acelerar a crise climática, conforme pesquisas. Lula anunciou a criação de uma comissão especial para mapear as riquezas no solo e subsolo, destacando que 70% do território brasileiro ainda não foi pesquisado. Ele enfatizou que o governo busca parcerias para garantir que esses recursos gerem riqueza e desenvolvimento, defendendo investimentos em educação para qualificar a população e aumentar a competitividade do país.
No mesmo evento, Lula inaugurou a Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu, parte do Novo PAC, com investimentos de R$ 7 bilhões e geração de mais de 10 mil empregos. A usina, com 1,7 GW de capacidade, integra o maior parque de geração a gás natural da América Latina e atende cerca de 8 milhões de residências. O presidente destacou a importância da estabilidade política para atrair investimentos e assinou uma carta de intenções com a Gás Natural Açu para fomentar projetos de energia e gás, com potencial de R$ 20 bilhões em aportes.