sexta-feira , 6 março 2026
Segurança e Justiça

Suspeito de matar gari é transferido para presídio onde está assassino confesso de professora em Minas Gerais

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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, suspeito de assassinar um gari durante uma discussão no trânsito em Belo Horizonte, foi transferido nesta quarta-feira (13/8) para o Presídio de Caeté, na Região Metropolitana da capital mineira. A medida ocorreu após audiência de custódia que converteu sua prisão em flagrante para preventiva. No mesmo local, está detido Matteos França, de 32 anos, acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, de 56 anos, no dia 20 de julho. Matteos, que ocupava um cargo comissionado na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais desde 2021, confessou o crime motivado por dívidas acumuladas em empréstimos consignados para sustentar apostas em jogos.

Renê, mestre em agronomia pela Universidade de São Paulo (USP) e com formações na Fundação Dom Cabral e na Harvard Business School, é casado com a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Ele ocupou cargos executivos em diversas empresas e foi demitido recentemente de uma holding no setor de alimentos. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (11/8), no bairro Vista Alegre, quando Renê, dirigindo um veículo elétrico, discutiu com garis que recolhiam lixo e disparou contra Laudemir, atingindo-o na região da costela. A vítima morreu por hemorragia interna, e Renê fugiu, sendo preso horas depois em uma academia de luxo no bairro Estoril.

No depoimento à Polícia Civil, Renê negou ter estado no local do crime e relatou uma rotina que incluía ida ao trabalho em Betim, retorno para casa, passeio com cachorros e ida à academia. O delegado Evandro Radaelli destacou inconsistências nos horários apresentados. Já Matteos premeditou o assassinato da mãe para tentar despistar a polícia, simulando uma situação de violência sexual, alegando que as dívidas o motivaram. Ambos os casos chamam atenção para questões de violência e impunidade, especialmente considerando o cargo público de Matteos em um órgão estadual.

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