O Tribunal do Júri do Guará, no Distrito Federal, condenou Vinícius Couto Farago a 12 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (22), referente ao atropelamento e morte de Matheus Menezes, de 25 anos, em janeiro de 2022. Segundo as investigações, Farago passou a tarde e parte da noite consumindo bebidas alcoólicas em um bar antes de dirigir em alta velocidade e atingir a vítima na faixa de pedestre da QE 30 Guará II. Após o impacto, o réu fugiu sem prestar socorro e foi visto por testemunhas comprando cerveja em uma distribuidora próxima.
A Polícia Civil indiciou Farago por homicídio doloso qualificado, destacando a impossibilidade de defesa da vítima. O inquérito foi concluído e enviado à Justiça em fevereiro de 2022. O julgamento enfrentou múltiplos adiamentos ao longo do ano, sempre solicitados pela defesa do réu, que alegou viagens marcadas. Originalmente agendado para 13 de fevereiro, foi remarcado para março, mas cancelado novamente em março e maio, com o juiz apontando possível má-fé nos pedidos de adiamento.
Matheus Menezes, morador do Riacho Fundo, foi considerado desaparecido após o acidente, e seu corpo só foi identificado pela família uma semana depois, em 22 de janeiro, pois estava sem documentos. Testemunhas relataram que o impacto foi tão forte que o corpo da vítima foi arremessado para debaixo de uma árvore, a metros do local. O caso destaca questões sobre direção sob influência de álcool e a agilidade do sistema judiciário no Distrito Federal.