A prévia da inflação de agosto, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma deflação de -0,14%, o menor patamar desde setembro de 2022. Divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice reflete quedas nos preços de itens essenciais, como energia elétrica, alimentos e combustíveis, tornando o custo de vida mais acessível para as famílias brasileiras. Em julho, o IPCA-15 havia marcado 0,33%, e o acumulado em 12 meses agora fica em 4,95%, aproximando-se da meta governamental de 3% ao ano, com tolerância de até 4,5%.
O principal fator para essa deflação foi o grupo de habitação, com recuo de 1,13%, impulsionado pela redução de 4,93% na conta de luz devido ao Bônus de Itaipu, que beneficiou 80,8 milhões de consumidores e compensou a bandeira tarifária vermelha 2. Alimentos e bebidas caíram 0,53%, com destaques para manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%) e cebola (-13,83%), marcando o terceiro mês consecutivo de deflação após nove meses de altas. No setor de transportes, a deflação foi de 0,47%, puxada pela gasolina (-1,14%) e etanol (-1,98%), enquanto o grupo de comunicação recuou 0,17%.
O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, adota metodologia similar ao IPCA, mas com coleta de preços de 16 de julho a 14 de agosto em 11 localidades. O índice oficial de agosto será divulgado em 10 de setembro, e o resultado atual reforça os esforços do governo para controlar a inflação dentro da meta estabelecida, impactando diretamente a política econômica e o planejamento familiar.