O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a população brasileira alcançou 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho deste ano, representando um crescimento de 0,39% em relação à estimativa de 2024, quando o país tinha 212,6 milhões. Comparado ao Censo 2022, que registrou 203 milhões de pessoas, o aumento total é de 5,1%. No entanto, o gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, destacou uma desaceleração no ritmo de crescimento, alinhada com tendências observadas em pesquisas anteriores do instituto.
Entre as capitais, Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Natal (RN) registraram perdas populacionais em relação a 2024, com variações de -0,18% a -0,02%. Segundo Minamiguchi, isso reflete uma migração do centro para as periferias, com aumento de habitantes nas regiões metropolitanas correspondentes, exceto em Salvador. Em contrapartida, Boa Vista (RR) liderou o crescimento com 3,26%, impulsionado pela migração internacional de venezuelanos. Outras capitais com altas expressivas incluem Florianópolis (SC), com 1,93%, influenciada por imigrantes venezuelanos e haitianos, além de migração interna; Palmas (TO), com 1,51%; e Cuiabá (MT), com 1,31%, também ligada a movimentos internos.
A região metropolitana de São Paulo segue como a mais populosa, com 21,6 milhões de habitantes, seguida pela do Rio de Janeiro (12,9 milhões), Belo Horizonte (6,0 milhões) e a região integrada de desenvolvimento do Distrito Federal e entorno (4,8 milhões). Esses dados podem influenciar políticas públicas relacionadas a planejamento urbano e migração.