O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento por tentativa de golpe de Estado, afirmou nesta terça-feira (2) que apresentará uma defesa “verdadeira, baseada em pontos jurídicos”. Ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o primeiro dia de sessões, Vilardi revelou que Bolsonaro manifestou interesse em acompanhar o julgamento presencialmente, mas desistiu devido a problemas de saúde não especificados. O ex-presidente, segundo o advogado, “não está bem”, o que o impediu de comparecer.
O julgamento, iniciado com a leitura de um resumo do caso pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, envolve Bolsonaro e mais sete ex-auxiliares acusados de tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Os réus incluem Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. As penas somadas podem ultrapassar os 40 anos de prisão.
Uma exceção é o caso de Alexandre Ramagem, atualmente deputado federal, que teve parte das acusações suspensa com base na Constituição e responde apenas a três dos cinco crimes imputados. O processo marca um momento significativo na análise de eventos relacionados à tentativa de golpe, com foco em evidências jurídicas apresentadas pelas partes.