O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, reforçou o pedido de uma resposta urgente do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) sobre a proposta de reajuste salarial para policiais civis, militares e bombeiros do DF. Em declaração na quinta-feira (18/9), Avelar destacou que a proposta foi inicialmente enviada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) ao governo federal em fevereiro de 2025 e ratificada em 3 de setembro diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o secretário, o reforço se fez necessário após representantes do MGI alegarem desconhecer o ofício durante uma reunião do Fórum de Diálogo em 5 de setembro.
Avelar explicou que o reajuste está previsto no orçamento do DF para 2025, com recursos garantidos pelo Palácio do Buriti, mas depende da aprovação do governo federal, pois os valores provêm do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), verba da União destinada a áreas essenciais como segurança. Ele enfatizou a necessidade de negociações ágeis para valorizar os profissionais, afirmando que o objetivo é garantir a dignidade dos policiais e bombeiros.
Nesta terça-feira (16/9), o ministro de Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, indicou disposição para atender o pedido ao receber uma solicitação de agenda da vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF), Luana de Ávila. Lewandowski afirmou que a orientação é “aumentar o máximo que der”. A União propôs um reajuste de 24,32% dividido em duas parcelas de 11,5%, em setembro de 2025 e abril de 2026, mas os sindicatos, incluindo o Sinpol-DF e o Sindepo-DF, rejeitaram e planejam uma contraproposta, buscando a paridade salarial com a Polícia Federal, o que foi descartado pelo governo federal até o momento.