O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dirigiu uma mensagem em vídeo a líderes ocidentais, especialmente do Reino Unido, Canadá e Austrália, que reconheceram o Estado palestino. Ele afirmou que tal reconhecimento oferece “uma enorme recompensa ao terrorismo” após o massacre de 7 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Netanyahu enfatizou que “nenhum Estado palestino será criado a oeste do Rio Jordão” e prometeu expandir a colonização judaica na Cisjordânia, referida por Israel como Judeia e Samaria. Segundo ele, seu governo duplicou os assentamentos nos últimos anos e continuará nessa direção, apesar das pressões internas e internacionais.
Netanyahu anunciou que uma resposta formal à onda de reconhecimentos será dada na próxima semana, após seu retorno dos Estados Unidos, onde participará da 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e se reunirá com o presidente norte-americano, Donald Trump. Enquanto isso, a França e a Arábia Saudita organizam uma conferência de alto nível sobre a solução de dois Estados, na qual Paris, Bélgica, Malta, Luxemburgo, Andorra e San Marino devem formalizar o reconhecimento do Estado palestino.
O governo israelense rejeitou categoricamente esses reconhecimentos, argumentando que eles não promovem a paz, desestabilizam a região e recompensam os ataques do Hamas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou a Autoridade Palestina de não combater o terrorismo e de ser “parte do problema, não da solução”. Em uma postagem na rede social X, a diplomacia israelense condenou a decisão do Reino Unido, descrevendo-a como uma “recompensa para o jihadista Hamas” e apelando para que Londres não permita que ideologias extremistas influenciem suas políticas. O texto também mencionou que Trump impediu a entrada da delegação palestina nos Estados Unidos para a sessão da ONU.