O diretor, ator e roteirista Guilherme Reis faleceu nesta quarta-feira (24/9), aos 70 anos, em decorrência de complicações de saúde. Ele estava internado há vários dias. Nascido em 24 de novembro de 1954, em Goiânia, Reis mudou-se para Brasília em 1960 e iniciou sua carreira no teatro aos 18 anos, participando de peças como Os Saltimbancos, O Noviço e A vida é sonho. Em entrevista, ele relatou que descobriu sua paixão pelos palcos na escola, sendo influenciado por diretores como Antônio Abujamra, Zeno Wilde e Hugo Rodas.
Reis dirigiu espetáculos notáveis, incluindo A Revolução dos Bichos em 1980, Chapeuzinho amarelo em 1981 e Reta do fim do fim, que ganhou o Prêmio Villanueva de Melhor Espetáculo Estrangeiro em Cuba em 1997. No cinema, estreou em 1982 com O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende, e atuou em filmes como A república dos anjos e O tronco. Como produtor cultural, foi curador do festival Cena Contemporânea desde 1995, promovendo edições com artistas como Renata Sorrah e companhias argentinas e brasileiras.
Entre 2015 e 2018, durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Reis ocupou o cargo de secretário de Cultura do Distrito Federal. Nessa função, criou a Lei Orgânica da Cultura, que estabeleceu o Sistema de Arte e Cultura do DF para gerir políticas públicas e financiamentos. Ele também foi responsável pelas reformas do Espaço Cultural Renato Russo e do Centro de Dança de Brasília, deixando um legado significativo na gestão cultural da capital.