quinta-feira , 5 março 2026
Economia

Lula anuncia mudanças na poupança para ampliar crédito imobiliário à classe média

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (10), alterações nas regras da poupança visando aumentar o crédito imobiliário para a classe média. A medida facilita financiamentos com juros reduzidos para imóveis de até R$ 2,5 milhões, direcionada a famílias com renda a partir de R$ 12 mil que buscam moradias maiores e mais próximas de seus locais de trabalho ou residência atual. Em evento em São Paulo, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros como Fernando Haddad (Fazenda) e Jader Filho (Cidades), além dos presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da Caixa Econômica, Carlos Vieira, Lula destacou que o programa atende quem deseja “uma casinha um pouco melhor”, como casas de 70 a 80 metros quadrados, sem se afastar de áreas conhecidas.

Segundo o ministro Haddad, essa é “a maior reforma do sistema de crédito da história desse país”, com uma fase de testes em 2026 e ajustes para garantir sustentabilidade financeira. A Caixa voltará a financiar 80% do valor do imóvel pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), elevando o limite anterior de 70%. O limite do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) subirá de R$ 1,5 milhão para R$ 2,5 milhões, permitindo o uso do FGTS. Galípolo explicou que as mudanças liberam recursos da poupança para investimentos mais líquidos, fortalecendo a estabilidade econômica e a política monetária, com R$ 111 bilhões previstos para financiamentos no primeiro ano, R$ 52,4 bilhões a mais que o modelo atual.

O período de transição inicia ainda neste ano, reduzindo gradualmente os depósitos compulsórios de 20% para zero até 2027, eliminando também a obrigatoriedade de aplicar 65% em crédito imobiliário. Jader Filho estimou 80 mil novos financiamentos na Caixa, com juros de até 12% ao ano. Representantes do setor, como Luiz França da Abrainc e Renato Correia da CBIC, elogiaram a iniciativa por impulsionar a construção civil, aumentar a competição financeira e aproximar famílias da casa própria, beneficiando comunidades e promovendo inclusão social.

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