Isaac Augusto de Brito Vilhena de Moraes, de 16 anos, foi morto durante um assalto na entrequadra 112/113 Sul, em Brasília, na noite de sexta-feira (17). O adolescente, aluno do Colégio Militar de Brasília e filho de Jane e Lucas Vilhena, foi esfaqueado após reagir a uma tentativa de roubo de celular. Os suspeitos, também adolescentes, foram apreendidos horas depois no Paranoá. Nascido em São Paulo, Isaac mudou-se para a capital ainda criança e crescia em um ambiente comunitário típico de Brasília, onde brincava sob os pilotis e se preparava para ingressar na UnB em tecnologia da informação.
A morte de Isaac gerou comoção na comunidade e reacendeu debates sobre violência urbana e as contradições sociais que afetam a juventude. Familiares, como os irmãos Edson Avelino e Ana Morais, destacaram o caráter amoroso e justo do jovem, enquanto vizinhos transformaram o local do crime em ponto de homenagens com flores e orações. O episódio escancara falhas no sistema, com adolescentes em conflito com a lei, e remete ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante direitos ao lazer e à convivência, mas falha em prevenir tais tragédias.
O Colégio Militar de Brasília emitiu nota de pesar, e moradores planejam manifestações no parque Maria Cláudia Dell’Isola. Relatos de testemunhas, como Joana Melo e Paulino Motter, apontam para a ilusão de segurança em áreas nobres da capital, questionando omissões em políticas públicas. Francisco Régis Ferreira Lopes, vítima de violência similar no passado, solidarizou-se com a família, enfatizando a necessidade de união e ações em defesa da vida juvenil em meio a uma onda de crimes em Brasília.