De acordo com o Cepea, em 27 de outubro de 2025, o mercado interno de feijão continua apresentando baixa liquidez, com os preços em trajetória descendente. Essa situação reflete um cenário de desinteresse por parte dos compradores, influenciado pela qualidade irregular dos lotes disponíveis. Os pesquisadores destacam que, apesar de os grãos exibirem boa coloração, problemas como impurezas, matérias estranhas e níveis insatisfatórios de umidade estão pressionando os valores para baixo.
No caso específico do feijão carioca, a pressão sobre os preços é ainda mais evidente devido ao baixo interesse de compra. Produtores que possuem grãos classificados como “extras” optam por manter os volumes armazenados, aguardando condições mais favoráveis no mercado. Essa estratégia de retenção contribui para a manutenção da baixa liquidez, impactando o fluxo de negociações no setor.
Essa dinâmica no mercado de feijão pode sinalizar desafios mais amplos na cadeia produtiva agrícola, com implicações para a economia rural e a estabilidade de preços de alimentos básicos no país.