As Forças de Defesa de Trinidad e Tobago decretaram alerta geral nesta sexta-feira, ordenando que todas as tropas retornem imediatamente aos quartéis. A medida, divulgada em uma mensagem interna acessada pela agência AFP, coloca o Exército em “nível de alerta um” e recomenda que os membros façam preparativos pessoais e familiares para possível confinamento. Essa ação ocorre no contexto da operação militar dos Estados Unidos no Caribe contra o narcotráfico, que a Venezuela interpreta como uma ameaça direta e parte de um plano para mudança de regime em Caracas.
A mobilização americana, iniciada no mês passado, visa embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental, resultando em mais de 60 mortes desde o seu início. Washington acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de liderar cartéis de drogas, acusações que Maduro rejeita, alegando que os EUA buscam se apropriar das riquezas naturais da Venezuela. Recentemente, um navio de guerra americano participou de exercícios conjuntos em Trinidad e Tobago, o que Caracas classificou como uma provocação militar destinada a gerar conflito na região.
Nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que não planeja atacar a Venezuela, em uma declaração que contrasta com uma reportagem do jornal The Wall Street Journal, publicada na véspera, sugerindo que os Estados Unidos estariam considerando bombardear bases militares venezuelanas. Essa divergência destaca as crescentes tensões geopolíticas no Caribe, com Trinidad e Tobago posicionando-se cautelosamente em meio ao embate entre Washington e Caracas.