quinta-feira , 5 março 2026
Eleições

Ministra do TSE vota pela cassação de Cláudio Castro e convoca novas eleições no Rio

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A ministra Maria Isabel Galotti, relatora do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta terça-feira (4) pela cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alegando abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022. Além da cassação, Galotti defendeu a inelegibilidade de Castro por oito anos e a realização de novas eleições para o governo do estado. O voto também condenou o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar, ex-secretário de governo.

Em sua manifestação, a ministra destacou contratações irregulares na Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), realizadas à margem das normas constitucionais, sem fiscalização e fora da folha de pagamento oficial. Galotti citou pagamentos feitos diretamente na boca do caixa dos bancos e depoimentos de testemunhas que relataram coação para participar da campanha de Castro, incluindo postagens favoráveis nas redes sociais em troca de manutenção de empregos. Segundo ela, Castro ocupava uma posição central no esquema, autorizando práticas ilícitas e editando normativos que as viabilizaram.

O julgamento visa reverter a absolvição concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em maio do ano passado. O vice-procurador eleitoral Alexandre Espinosa defendeu a cassação e a inelegibilidade, apontando que as contratações de 27.665 pessoas, com gastos de R$ 248 milhões, visavam aliciar eleitores e que alguns contratados atuaram na campanha. A defesa de Castro, representada pelo advogado Fernando Neves, argumentou que o governador apenas sancionou leis da Assembleia Legislativa e não pode ser responsabilizado por irregularidades na execução. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, sem data definida para retomada.

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