quinta-feira , 22 outubro 2026
Segurança e Justiça

Disputa judicial em hotel de Caldas Novas barra entrada de hóspedes e envolve polícia

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Uma nova reviravolta na briga judicial entre proprietários do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), e a administradora WAM Riviera Administração Hoteleira resultou no impedimento de entrada de hóspedes e convidados no local. O episódio ocorreu na quarta-feira (19/11), véspera de feriado prolongado, quando a administração negou acesso a pessoas que haviam negociado hospedagem diretamente com os donos dos flats, incluindo familiares. Segundo relatos de uma proprietária, a situação gerou caos e constrangimento, com a Polícia Militar de Goiás sendo acionada para conter os ânimos. A mudança repentina nos procedimentos de reserva, exigindo aprovação com três dias úteis de antecedência, afetou agendamentos prévios e obrigou a apresentação de comprovantes de pagamento, o que pegou muitos de surpresa.

Em defesa, a WAM afirmou em nota que o bloqueio ocorreu devido a inconsistências documentais e restrições judiciais em mais de 280 unidades, que proíbem locações de curto prazo fora do sistema autorizado pela empresa. A administradora argumentou que as medidas visam cumprir decisões judiciais, evitar práticas irregulares como o “pool paralelo” e proteger proprietários que seguem a convenção condominial. Segundo a empresa, o foco é garantir legalidade, isonomia e segurança jurídica, combatendo desobediências a ordens judiciais.

O incidente aconteceu um dia após o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) revogar uma liminar e autorizar a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a destituição da WAM, marcada inicialmente para 17/11 e agora prevista para 25/11. Convocada pelo Conselho Consultivo e Fiscal dos proprietários, a assembleia surge após a reprovação das contas da empresa e alegações de má administração. A disputa remete a 2024, quando a WAM alterou regras de aluguel, obrigando os condôminos a aderir ao seu sistema de pool, o que os proprietários veem como restrição à liberdade de uso de suas propriedades.

A proprietária ouvida destacou que a luta inicial por locações evoluiu para denúncias de abusos e irregularidades, tornando a situação surreal. A WAM, por sua vez, contesta a nova data da AGE, afirmando que a decisão judicial não a autoriza explicitamente e que o tema segue em debate no Judiciário.

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