Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos, marcando seu segundo mandato com uma série de declarações polêmicas e anúncios ao vivo que geraram manchetes diárias. Nesse período, Trump adotou uma estratégia de governar como um “showman”, priorizando o impacto midiático, conforme analisado por Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment. Em conversa no podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, Stuenkel destaca como essa abordagem influencia a geopolítica, posicionando Trump como um “agente da paz” em cenários mundiais.
As relações entre Trump e o presidente brasileiro Lula passaram por uma montanha-russa, envolvendo um tarifaço e acusações de que o governo e o Judiciário brasileiros promoveriam uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro. Stuenkel explica que, apesar das tensões, Trump relatou ter tido uma conversa “muito boa” com Lula, afirmando “gosto dele”, e Lula expressou não desejar “guerra” na América Latina. Além disso, a ofensiva de Trump na Venezuela, com bloqueio total a petroleiros e alegações de cerco ao país, é contextualizada por Stuenkel em meio a interesses envolvendo petróleo, China e a Doutrina Monroe.
No âmbito interno, Stuenkel aponta perspectivas para Trump nas eleições de meio de mandato em 2026, além de sinais de que o presidente possa tentar um terceiro mandato, embora vetado pela Constituição americana. Aliados citam táticas para contornar essa limitação, o que levanta debates sobre o futuro político dos EUA. O podcast O Assunto, produzido por uma equipe incluindo Mônica Mariotti e outros, soma mais de 168 milhões de downloads desde 2019, reforçando sua relevância em análises políticas.