Em agosto de 2025, a megaoperação Carbono Oculto desvendou um esquema sofisticado envolvendo a facção criminosa PCC, o setor de combustíveis e a Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. A investigação revelou como o PCC infiltrou agentes em fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro do crime organizado, movimentando R$ 52 bilhões em quatro anos, segundo a Receita Federal. Essa operação expôs camadas profundas do crime, destacando a atratividade do setor de combustíveis para práticas ilícitas, como adulteração de produtos e fraudes fiscais.
O podcast O Assunto, do g1, reprisa nesta sexta-feira, 26 de dezembro, seu episódio mais ouvido do ano, com apresentação de Natuza Nery. Nele, César Tralli, apresentador da Globo e GloboNews, descreve as fintechs como “buracos negros” para investigações, relatando o que ouviu de investigadores sobre a chegada da operação ao “coração financeiro” do país. Antes, Bruno Tavares, repórter da Globo que primeiro revelou a operação, explica o nascimento da investigação e os motivos que tornam o setor de combustíveis vulnerável.
A operação é vista como um marco no combate ao crime organizado. O presidente Lula a classificou como a “maior resposta” às facções, enquanto o ministro Haddad afirmou que ela alcançou o “andar de cima” do crime. Entre os alvos, destacam-se figuras como ‘Primo’ e ‘Beto Louco’, chefes do esquema bilionário, com números impressionantes: R$ 52 bilhões movimentados, 2,5 mil postos envolvidos e 350 alvos. A Polícia Federal também investiga vazamentos relacionados à ação, que incluiu buscas em prédios na Faria Lima.