quinta-feira , 23 abril 2026
Distrito Federal

Abandono de túmulos no DF expõe disputas judiciais e falhas na manutenção pública

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Cerca de 200 mil dos 560 mil túmulos existentes no Distrito Federal estão abandonados, segundo a Campo da Esperança, empresa responsável pela gestão e administração de seis cemitérios públicos. Uma visita ao cemitério da Asa Sul revelou sepulturas deterioradas, com lodo, cruzes quebradas, buracos e vegetação excessiva. A concessionária explica que os jazigos são considerados propriedades privadas, o que impede a realização de manutenção gratuita, exceto em casos de risco de acidente, e que funcionários realizam rondas diárias para prevenir problemas.

A Campo da Esperança planeja, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), criar um contrato para recadastrar sepulturas, realocar restos mortais abandonados em ossuários e revitalizar áreas. Desde 2002, novos modelos de túmulos no estilo “cemitério-parque” facilitam a manutenção contínua, com lápides simples de mármore branco e grama. No entanto, cerca de 80% das propriedades não possuem contrato de manutenção individual com a empresa.

Uma disputa judicial de mais de duas décadas opõe a Campo da Esperança à Organização Social de Jardineiros de Cemitérios do DF (Osjacem), que representa jardineiros autônomos atuantes desde 1985. Em julho de 2024, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu que esses profissionais não podem realizar serviços nos cemitérios, embora ainda sejam encontrados trabalhando. As partes trocam acusações: a Osjacem critica a manutenção precária da concessionária, com poucos funcionários, enquanto a empresa alega que os jardineiros geram irregularidades, como entulhos e abordagens inapropriadas a visitantes.

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