quinta-feira , 23 abril 2026
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PMDF expulsa cinco ex-comandantes condenados por omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro

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Viaturas da PMDF em frente ao Congresso Nacional em Brasília, representando expulsão de ex-comandantes por omissão em atos golpistas.
Viaturas da PMDF em frente ao Congresso Nacional em Brasília, representando expulsão de ex-comandantes por omissão em atos golpistas.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) expulsou cinco ex-membros de sua alta cúpula, condenados a 16 anos de prisão por omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A medida foi oficializada por meio de portaria emitida pelo comandante-geral Rômulo Flávio Mendonça Palhares e publicada no Diário Oficial do DF em 13 de abril de 2026. Os expulsos são Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral; Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante-geral; e os ex-coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues.

Detalhes da expulsão e condenação

A expulsão ocorreu em razão de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A condenação foi confirmada em fevereiro de 2026, com as capturas realizadas em março do mesmo ano. Essa ação reforça o compromisso da PMDF com a integridade institucional após os eventos que abalaram o Distrito Federal.

A portaria, emitida ontem, 13 de abril de 2026, representa um desfecho administrativo para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Os ex-oficiais foram apontados por omissão durante as invasões ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto. Essa medida administrativa complementa as penas judiciais já impostas.

Contexto dos eventos de 8 de janeiro

Os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 envolveram manifestantes que questionavam o resultado das eleições presidenciais. A omissão dos então líderes da PMDF permitiu que os danos ao patrimônio público ocorressem sem intervenção efetiva. Agora, mais de três anos após os fatos, a expulsão desses ex-membros marca um esforço para restaurar a credibilidade da corporação no Distrito Federal.

O comandante-geral Rômulo Flávio Mendonça Palhares assinou a portaria, destacando a necessidade de punir condutas que atentem contra o Estado Democrático de Direito. Essa decisão surge em um momento em que investigações sobre os eventos de 8 de janeiro continuam a avançar, com foco em responsabilidades institucionais. A PMDF busca, assim, reforçar sua imagem de neutralidade e compromisso com a ordem pública.

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