sexta-feira , 6 março 2026
Brasília

Bia Kicis incentiva motim em PM e é criticada

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Usando sua rede social o Twitter, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) disse nesta segunda-feira (29), que o soldado da PM baiana morto por outros policiais após atirar contra colegas morreu porque “se recusou a prender trabalhadores”. A parlamentar, que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, escreveu que o policial “disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa (PT)”. Porém, após reações negativas de outros congressistas, a deputada apagou a publicação.
“Soldado da PM da Bahia abatido por seus companheiros. Morreu porque se recusou a prender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia. Esse soldado é um herói. Agora a PM da Bahia arou. Chega de cumprir ordem ilegal!”, havia dito Bia Kicis, na rede social. Porém, a publicação foi excluída algumas horas depois.
“As redes ficaram emocionadas com a morte do soldado. Mas refletindo melhor prefiro aguardar os rumos da investigação”, explicou a presidente da CCJ. “Removi o post para aguardarmos as investigações. Inclusive diante do reconhecimento da fundamental hierarquia militar”, escreveu ela, após apagar o tweet.
Ainda nesta manhã, diversos parlamentares reagiram às postagens da deputada. Deputados e senadores destacaram o desrespeito à Constituição na posição da parlamentar e defenderam que ela não tem condições de permanecer na CCJ. O principal argumento é de que a deputada teria incentivado um motim dos órgãos de segurança pública em sua publicação. Após a morte do soldado, alguns policiais militares protestaram na Bahia e ameaçaram entrar em greve.
PM foi morto por outros soldados
A morte do soldado ocorreu na noite do último domingo (28). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), tudo começou durante a tarde, quando o policial militar invadiu o gramado em frente ao Farol da Barra, ponto turístico de Salvador, aparentando um suposto “surto psicótico”, e começou a atirar para o alto.
Em vídeos que circularam nas redes sociais, o soldado aparece protestando com o fuzil em mãos e atirando bicicletas e caixas de isopor ao mar. “Comunidade, venham testemunhar a honra ou desonra dos policiais militares do Estado da Bahia”, disse o soldado, em uma das gravações. “Não vou deixar, não vou permitir que viole a dignidade e honra do trabalhador”.
Com o rosto pintado de verde e amarelo, o soldado teria usado um fuzil para disparar tiros contra as equipes do Bope, que tentou negociar com o policial por mais de três horas, segundo a SSP-BA. Os negociadores reagiram e neutralizaram o soldado, que foi socorrido no Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
“Os nossos objetivos primordiais são preservar vidas e aplicar a lei. Buscamos, utilizando técnicas internacionais de negociação, impedir um confronto, mas o militar atacou as nossas equipes. Além de colocar em risco os militares, estávamos em uma área residencial, expondo também os moradores”, disse o comandante do Bope, major Clédson Conceição, em nota.(com informações: congressoemfoco)

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