quinta-feira , 23 abril 2026
Cultura e Religião

Abertas inscrições para o Prêmio Pontos de Memória 2023

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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, lançou o aguardado Prêmio Pontos de Memória 2023 – Edição Helena Quadros.

Vão ser oferecidos 40 prêmios no valor de 40 mil reais. Ele está aberto para entidades e coletivos culturais certificados pelo Ibram.

Se você faz parte de uma iniciativa que resgata tradições, histórias e saberes populares, essa é a sua chance.

A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, disse que o lançamento do edital Pontos de Memória, Prêmio Helena Quadros marca para o Ibram a retomada das políticas públicas do diálogo com a sociedade civil no contexto da recriação do MinC. “É bom dizer isso: a cultura voltou, o ministério voltou. Esse prêmio é também antes de tudo um reconhecimento de quem durante os tempos mais difíceis porque passamos, nos últimos anos, não se deixou abater e manteve viva a chama da memória em instituições, movimentos e iniciativas populares de cultura plurais e diversas. É obrigação desse governo eleito e defendido por vocês nos duros seis anos de desmonte cultural em que vocês foram a resistência e alento para todos nós e, agora, de resistência, seremos existência. Queremos que vocês sejam os protagonistas da nossa gestão compartilhada. Sem vocês não temos como seguir adiante”.

O prêmio busca reconhecer e valorizar práticas em museologia social e processos museais comunitários que tenham contribuído para a identificação, registro, pesquisa e promoção do patrimônio da diversidade cultural brasileira.

É o que a ministra da cultura, margareth menezes lembrou em sua fala no lançamento do prêmio. “O Ibram e o Ministério da Cultura retomam essa importante iniciativa de resgate da cultura e da memória. Assim como temos direito à cultura, assegurado na constituição, o povo brasileiro tem direito a memória em suas diferentes linguagens a partir da ideia da participação social, respeitando a identidade cultural, o território e as memórias invizibilizadas. No dia 8 de janeiro atentaram não apenas contra o que temos de mais sagrado, a democracia, foram ações dirigidas também contra obras de arte e o patrimônio cultural brasileiro. Foi atingida a memória de uma nação num surto insano de violência e ignorância. Está nos dando imenso trabalho a reconstrução e o resgate de tudo o que foi atingido, mas o importante é que a democracia não sucumbiu. Os pontos de memória trazem esse entendimento e não apenas memórias do passado, mas aquilo que é presente das nossas culturas contemporâneas que se recriam a partir das necessidades sociais e que se colocam no cotidiano”.

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