sexta-feira , 6 março 2026
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Depois de pouso histórico na Lua, Índia lança sua primeira missão solar

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Milhares de funcionários da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) expressaram seu entusiasmo no momento da decolagem da ilha de Sriharikota, próxima à cidade de Chennai, no Golfo de Bengala, no leste do país, às 11h50 pelo horário local. Em 23 de agosto, a Índia ingressou no seleto grupo das nações capazes de realizar pousos sobre a Lua, e, dentro de 135 dias, poderá estar entre aqueles que estudam o Sol, como a Nasa e a Agência Espacial Europeia, quando a sonda Aditya-L1 (“Sol” em hindi) alcançará o ponto orbital Lagrange L1, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

O satélite, transportado pelo foguete PSLV XL, é equipado com instrumentos científicos que permitem estudar a atividade solar, como os ventos, por exemplo, origem da aurora boreal. Este clima espacial impacta a Terra em termos de calor, radiação e campos magnéticos. Este “observatório móvel” é um dos pilares do programa espacial indiano, que já realizou lançamento também a Marte, em 2014, tornando a Índia a primeira nação asiática a colocar uma nave espacial na órbita do planeta vermelho.

Um “big bang em termos de ciência” – “Esta é uma missão ambiciosa para a Índia”, declarou, na sexta-feira (1°) o astrofísico Somak Raychaudhury, envolvido no desenvolvimento de certos componentes da plataforma. Ele acrescentou que a sonda também estudaria as ejeções de massa coronal, um fenômeno periódico que resulta em enormes descargas de plasma e energia magnética da atmosfera do Sol. Esta missão tem a capacidade de provocar um “big bang em termos de ciência”, destacou Raychaudhury.

Os cientistas esperam, principalmente, aprender mais sobre o impacto da radiação solar nos milhares de satélites que atualmente orbitam a Terra, cujo número está crescendo com o sucesso de empresas privadas, como a Starlink, a rede de comunicações da empresa americana SpaceX, do bilionário Elon Musk. O programa aeroespacial da Índia tem um orçamento relativamente modesto, mas que foi significativamente ampliado desde sua primeira tentativa de colocar uma sonda em órbita ao redor da Lua em 2008. (Com informações da AFP)

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