O governo brasileiro planeja anunciar formalmente nesta quarta-feira (23) sua adesão à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU. A iniciativa acusa Israel de violar obrigações da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio durante o conflito com o Hamas. Israel nega veementemente as alegações, argumentando que suas ações são de autodefesa.
Em uma reunião do Brics no início deste mês, o ministro das Relações Exteriores do Brasil indicou à uma emissora árabe que o Itamaraty está avançando no processo de adesão. “Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo”, declarou o chanceler, sinalizando o posicionamento do país em favor da causa palestina no âmbito internacional.
A Convenção da ONU de 1948 define genocídio como atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. No processo apresentado à CIJ em Haia, a África do Sul solicita uma medida emergencial para suspender a campanha militar israelense nos territórios palestinos, alegando violações graves à convenção.