A Polícia Civil de São Paulo iniciou nesta quinta-feira (24) uma nova etapa de buscas pelo escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido aos 15 anos em 1985 no Pico dos Marins, em Piquete, no interior do estado. Essa ação visa vistoriar locais ainda não explorados, utilizando tecnologias como drones, semelhantes às empregadas em operações anteriores. As buscas mais recentes, realizadas em 2023, duraram cinco dias e resultaram na coleta de materiais, incluindo um fio de cabelo, mas sem identificação de DNA, levando ao encerramento temporário das investigações.
O desaparecimento ocorreu em 8 de junho de 1985, quando Marco Aurélio subia a montanha de 2.400 metros de altitude com um líder de escotismo e três amigos. Após um dos companheiros se machucar, o jovem foi à frente em busca de socorro e nunca mais foi visto. Inicialmente, mais de 300 pessoas, incluindo policiais, bombeiros e voluntários, vasculharam a área por 28 dias, mas as investigações foram encerradas em 1990 sem resolução.
Nos últimos anos, o caso foi reaberto diversas vezes. Em 2021, após uma denúncia sobre um possível enterro em uma casa na região, perícias com equipamentos de solo e cães farejadores foram realizadas, sem sucesso. Em 2022, áreas na mata foram exploradas, e em 2023, drones com radar mapearam pontos suspeitos, levando a escavações e análises laboratoriais. Em abril deste ano, novos sobrevoos com sensores e inteligência artificial identificaram materiais, mas sem traços genéticos. A delegacia de Piquete continua investigando, mantendo viva a esperança de desvendar o mistério de quatro décadas.