Moradores da Quadra 102, Bloco H, no Sudoeste, em Brasília, relatam o consumo frequente de maconha em uma praça pública durante o dia, gerando incômodo e sensação de insegurança. Vídeos obtidos mostram adolescentes reunidos no local, fumando abertamente, com o cheiro invadindo apartamentos e comércios próximos. Famílias com crianças evitam o espaço, e comerciantes expressam receio de represálias ao denunciar. Uma moradora descreveu a cena como constrangedora, destacando jovens fumando como se fosse algo normal.
Os registros, feitos entre maio e julho, capturam grupos usando cigarros artesanais em áreas comuns, inclusive com a presença de estudantes uniformizados de uma escola particular próxima, o que levanta suspeitas de venda de drogas. Em uma ocasião, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada, mas o entorpecente encontrado estava dentro do limite para consumo pessoal estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de 40 gramas ou seis plantas fêmeas. Apesar da descriminalização para uso individual, o consumo em espaços públicos permanece proibido por normas municipais.
A decisão do STF reacende o debate sobre os limites entre uso pessoal e tráfico, com moradores sentindo-se abandonados e confusos sobre a quem recorrer. O comando do 7º BPM, responsável pela área, afirmou em nota que intensifica patrulhamentos e operações de inteligência para combater o uso e o tráfico, em parceria com outros órgãos de segurança. A situação ilustra os desafios práticos da nova jurisprudência, equilibrando liberdades individuais e ordem pública.