sexta-feira , 6 março 2026
Cultura e Religião

Escultura de 11 metros eterniza legado de Marielle Franco na Uerj

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Uma escultura de 11 metros de altura retratando a vereadora Marielle Franco foi inaugurada nesta segunda-feira (28) no campus principal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), um dia após o que seria o aniversário de 46 anos dela. A obra, criada pelo artista Paulo Nazareth com madeira, metal e alumínio, integra o Julho das Pretas, calendário de mobilização contra a discriminação racial e pela justiça social. A cerimônia contou com a presença da família de Marielle, incluindo a mãe Marinete da Silva, o pai Antonio Francisco da Silva Neto e a filha Luyara Franco. Marinete destacou o simbolismo da estátua, comparando seu tamanho a um prédio de quatro andares e enfatizando o impacto de Marielle na educação e na igualdade. Luyara, que estuda educação física na Uerj e dirige o Instituto Marielle Franco, celebrou a peça como uma inspiração contínua para as lutas da vereadora, que foi mãe, filha e ativista dos direitos humanos.

A Uerj tem forte ligação com a trajetória de Marielle, que participava de atos na instituição, enquanto sua irmã, a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, formou-se em letras lá. O pró-reitor Daniel Pinha representou a reitoria, afirmando que a escultura perpetua os valores de Marielle, alinhados à educação inclusiva da universidade, que reserva 45% das vagas para minorias via ações afirmativas. O estudante Matheus Balo, do Diretório Central dos Estudantes, relacionou a homenagem ao compromisso da Uerj com alunos de favelas e negros. A escultura, parte da série Corte Seco exibida na Bienal de São Paulo em 2021, ficará no campus por pelo menos um ano em regime de comodato. Outros eventos do Julho das Pretas incluíram a Marcha das Mulheres Negras em Copacabana e o Festival Latinidades em Brasília.

Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro. Investigações apontam Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa como mandantes, réus no STF. Em outubro de 2024, os executores Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 anos e 9 meses e 59 anos e 8 meses, respectivamente. Outras condenações incluem o ex-PM Rodrigo Ferreira e a advogada Camila Nogueira por obstrução de justiça, além de Edilson Barbosa dos Santos e Maxwell Simões Correia por envolvimento no descarte do veículo usado no crime.

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