sexta-feira , 6 março 2026
Saúde

Moçambique recebe antirretroviral inovador produzido na África em iniciativa global

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Moçambique está prestes a receber as primeiras doses de um antirretroviral de nova geração e baixo custo contra o HIV, produzido pela primeira vez no continente africano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o medicamento TLD – composto por dolutegravir, lamivudina e tenofovir – é fabricado pela Universal Corporation Ltd (UCL), no Quênia, e resulta de uma parceria envolvendo vários países, fabricantes e o Fundo Global. Em 2023, a UCL obteve a pré-qualificação da OMS, tornando-se a primeira empresa africana a produzir essa terapia de primeira linha recomendada pela agência das Nações Unidas.

Essa iniciativa representa um marco para o reforço das cadeias de abastecimento de saúde na África, conforme destacou Meg Doherty, diretora de HIV, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis da OMS. Ela enfatizou que o acesso a medicamentos fabricados localmente contribui para resultados de saúde melhores e ininterruptos para pessoas vivendo com HIV. No entanto, a OMS alerta que a produção isolada não basta, sendo necessários compromissos de mercado avançados, políticas de compras justas e apoio técnico contínuo para garantir cadeias sustentáveis. A organização defende a priorização de fabricantes africanos nas cadeias globais e o acesso equitativo a tecnologias de saúde que atendam padrões de qualidade.

Em Moçambique, onde mais de 40% por mil habitantes vivem com HIV/Aids, o governo estabeleceu metas ambiciosas no Programa Quinquenal 2025-2029 para reduzir a incidência para 13% por mil até 2029, com foco na juventude. A OMS ressalta que a África subsaariana, responsável por quase 65% dos casos globais de HIV, dependia até agora de importações, e a produção local é essencial para a soberania em saúde. Rogério Gaspar, diretor de regulamentação e pré-qualificação da OMS, reforçou que a pré-qualificação catalisa sistemas de saúde mais autossuficientes. Adicionalmente, a nigeriana Codix Bio obteve licença para fabricar testes rápidos de HIV, ajudando a mitigar interrupções nos serviços de testagem diante de desafios financeiros.

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