sexta-feira , 6 março 2026
Polícia

Ex-delegado-geral de SP é executado em emboscada ligada a anos de luta contra o PCC

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado a tiros na segunda-feira (15/9) em Praia Grande, no litoral paulista. O crime ocorreu quando ele e sua mulher saíam de um restaurante e seguiam para casa. O carro do casal foi perseguido e colidiu com um ônibus na Via Anchieta, no ABC. Em seguida, três homens armados desceram de um veículo e dispararam contra o ex-delegado, que morreu no local. Policiais militares localizaram o carro usado pelos criminosos, e a cena foi preservada para perícia. A Polícia Civil investiga o caso, com equipes realizando diligências e utilizando ferramentas de inteligência para identificar e prender os responsáveis.

Esse não foi o primeiro atentado contra Ruy. Em dezembro de 2023, ele sofreu um assalto na mesma cidade, onde criminosos apontaram uma arma para sua cabeça e roubaram celulares, joias, cartões e a moto do casal. Os suspeitos foram presos em flagrante, e os bens recuperados. Na época, Ruy atuava como secretário de Administração na prefeitura de Praia Grande e já expressava preocupação com a segurança de sua família, após anos combatendo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele mencionou ao jornal O Estado de S.Paulo que os bandidos sabiam onde morava e que sua família queria que ele deixasse o emprego e saísse de São Paulo.

Ruy escapou de outros planos de assassinato. Em 2010, enquanto trabalhava no 69.º DP na Cohab Teotônio Vilela, evitou uma tentativa de execução. Já em 2012, foi abordado por dois homens na Via Anchieta, resultando em troca de tiros que deixou um suspeito morto. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou o legado de Ruy, que dedicou 40 anos à Polícia Civil e foi pioneiro nas investigações contra o PCC. “Estamos trabalhando para identificar e prender os criminosos, para que sejam punidos com todo o rigor da lei”, afirmou o governador.

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, anunciou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) apoiará a investigação da Polícia Civil no caso.

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