O 58° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro concluiu suas atividades no último sábado, com a entrega dos troféus Candango no Cine Brasília. O filme “Futuro, futuro”, dirigido pelo gaúcho Davi Pretto, foi o grande destaque, vencendo como melhor longa-metragem pelo júri oficial, além de prêmios de melhor roteiro, melhor montagem e menção honrosa para Zé Maria Pescador. Pretto expressou surpresa com as conquistas e esperança de que os reconhecimentos impulsionem a distribuição do filme pelo país. Já “Assalto à brasileira”, de José Eduardo Belmonte, formado pela Universidade de Brasília, levou o prêmio de melhor longa pelo júri popular, melhor ator para Murilo Benício, melhor ator coadjuvante para Christian Malheiros e o troféu Saruê do Correio.
Nos curtas-metragens da Mostra Competitiva Nacional, “Laudelina e a felicidade guerreira”, de Milena Manfredini, foi eleito o melhor pelo júri oficial, enquanto “Couraça”, de Susan Kalik e Daniel Arcades, conquistou o júri popular. Kalik destacou a importância do afeto no reconhecimento do público. Na mostra Brasília, dedicada a produções locais, “Maré viva, maré morta”, de Cláudia Daibert, venceu como melhor longa pelo júri oficial e popular, além de melhor edição de som. “Rainha”, de Raul Lima, ganhou melhor montagem, trilha sonora e curta pelo júri popular, com “Três”, de Lila Foster, eleito o melhor curta pelo júri oficial.
A cerimônia encerrou com um tributo a Fernanda Montenegro, homenageada da edição, que enviou um vídeo de agradecimento recordando sua paixão pelo cinema desde a infância e sua carreira em 40 filmes brasileiros. O festival iniciou em 12 de setembro com a exibição de “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura, com estreia prevista para 6 de novembro.