Um adolescente de 16 anos, estudante do Colégio Militar e morador da 112 Sul, foi esfaqueado fatalmente no parque da Entrequadra 112/113 Sul, em Brasília, por volta das 19h. Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e ao Correio, o jovem jogava vôlei com amigos quando foi abordado por assaltantes que roubaram seus pertences. Ao tentar recuperar os itens, ele foi atingido no peito por um golpe de faca. Os policiais localizaram os suspeitos por meio do sistema de rastreamento de um celular Motorola roubado, resultando na apreensão de cinco adolescentes na barragem em direção ao Paranoá. Os detidos confessaram participação no crime e indicaram o endereço do autor da facada, que foi encontrado pouco depois sem resistência.
Ricardo Montalvão, morador da região e servidor público, presenciou os momentos após o incidente e destacou a frequência de arrastões na área, atribuindo-os à necessidade de celulares entre jovens. O tenente Magalhães, responsável pela operação, explicou que os adolescentes negaram inicialmente a autoria da facada, mas colaboraram ao revelar a localização do principal suspeito. A perícia continua no local em busca da faca utilizada, enquanto o corpo da vítima foi removido para o Hospital de Base sem sinais vitais, após tentativas de reanimação.
Um relato de um morador que prestou assistência inicial descreve o desespero da cena: ao retornar do trabalho perto da estação de metrô da 112 Sul, ele foi alertado por uma jovem em choque e encontrou o adolescente caído, sem sinais vitais, acompanhado de um colega. Apesar de ligar para o 192, o atendimento dos bombeiros demorou cerca de 30 minutos, e a ambulância, uma hora. A mãe e o irmão da vítima chegaram antes do socorro, presenciando o cenário trágico. O morador expressou indignação com a demora e a ausência imediata de forças de segurança, apelando por maior presença e eficiência do poder público para evitar tais episódios em uma região considerada segura.