A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu sete adolescentes envolvidos no latrocínio que resultou na morte de Isaac Augusto de Brito Vilhena de Moraes, de 16 anos, ocorrido na noite de 17 de outubro na quadra 112 da Asa Sul. Dos sete, apenas três participaram diretamente do crime, enquanto os demais estavam no grupo. Todos os jovens são moradores do Paranoá e do Itapoã. O delegado Rodrigo Larizzatti, que atuou no caso na Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente, destacou a falta de empatia e arrependimento demonstrada pelos adolescentes, que chegaram a debochar e rir durante os depoimentos, sendo apelidados de “demônios mirins” pelos agentes.
De acordo com os depoimentos, o grupo inicialmente se dirigiu à Asa Sul para encontrar uma menina, mas decidiu cometer assaltos no caminho. A estratégia consistia em se aproximar das vítimas fingindo pedir a senha de Wi-Fi para iniciar o roubo, uma prática recorrente entre eles. Cerca de 30 minutos antes do ataque fatal, eles haviam abordado outra vítima da mesma forma. No crime contra Isaac, um dos adolescentes, previamente apreendido por tráfico de drogas, usou uma faca para ameaçar as vítimas, enquanto outros furtavam celulares deixados em uma quadra de vôlei.
Isaac reagiu ao roubo, entrando em luta corporal com um dos criminosos, o que foi registrado por câmeras de segurança. Ele tentou fugir por uma área de mata, mas retornou ferido e não resistiu aos ferimentos, mesmo após ser socorrido e levado ao hospital. Após o ato, os três envolvidos diretos se reuniram com os outros quatro, e todos foram capturados pela Polícia Militar e encaminhados à Unidade de Apreensão, ficando à disposição da Vara da Infância e Juventude.