Após 30 dias do alerta inicial sobre nove casos suspeitos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, divulgados em 26 de setembro, autoridades públicas intensificaram medidas para conter o problema. A testagem acelerada confirmou 58 casos e 15 mortes, principalmente em São Paulo, com investigações em outros estados como Paraná e Pernambuco. A origem provável aponta para falsificação de bebidas usando álcool combustível adulterado, vendido em postos no ABC paulista. Órgãos como os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), vigilância sanitária e polícias atuaram integradamente, identificando distribuidoras e postos responsáveis, conforme anunciou o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian.
Em 7 de outubro, o governo federal criou um comitê para coordenar ações, incluindo o envio de etanol farmacêutico e o antídoto fomepizol a hospitais. No dia seguinte, o Instituto de Criminalística confirmou a adição intencional de metanol em amostras analisadas, levando a novos protocolos de identificação rápida. Inovações como o “nariz eletrônico” desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) auxiliaram na detecção. O impacto econômico foi limitado, com queda de até 5% no consumo de bares e restaurantes em setembro, segundo a Abrasel.
O caso ganhou repercussão política: uma CPI na capital paulista inicia trabalhos para ouvir autoridades sobre o combate à falsificação, enquanto na Câmara dos Deputados o PL 2307/07, que torna crime hediondo a adulteração de alimentos e bebidas, pode ser votado esta semana. Até o boletim de 24 de outubro, 50 casos seguem em investigação, com nove óbitos adicionais sob análise em vários estados.