O pedreiro Joaquim Damaceno Silva, de 47 anos, foi preso preventivamente na última sexta-feira (24/10) por policiais civis da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), no Distrito Federal. Apelidado de serial killer de Planaltina, ele é acusado de se aproveitar do estado de embriaguez de suas vítimas para atacá-las com facadas pelas costas, queimando ou enterrando os corpos em seguida. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Thanatos, que investigava o homicídio de Ray Ribeiro dos Santos, cujo corpo foi encontrado carbonizado em abril de 2020. Joaquim, dono de um bar, matou o cliente embriagado que atrapalhava um jogo de sinuca, desferindo várias facadas com um comparsa, lavando o local e incendiando o corpo no Córrego do Arrozal. Eles foram indiciados por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
As investigações revelaram a participação de Joaquim em pelo menos outros dois assassinatos. Em 2018, motivado por ciúmes, ele armou uma cilada para um cliente de 37 anos que teria piscado para sua esposa, levando-o ao Córrego do Arrozal e golpeando-o com um facão pelas costas. A família registrou o desaparecimento, e Joaquim confessou o crime após ser confrontado com provas, sendo indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Já em 2023, ele matou um vizinho de 30 anos que bebia e andava nu em casa, convidando-o para beber e acertando-o com um podão no pescoço; a vítima morreu presa a uma cerca de arame farpado. Em ação conjunta com a Delegacia de Homicídios de Planaltina de Goiás, o caso foi elucidado, e Joaquim confessou novamente, sendo indiciado por homicídio qualificado.
A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou a imagem de Joaquim para identificar possíveis novos crimes e pede que informações sejam repassadas pelo Canal de Denúncias 197, com sigilo garantido. As autoridades o descrevem como um assassino frio e calculista, que agia com covardia e surpresa contra vítimas vulneráveis.