Uma menina de 9 anos internada no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) sofre crises convulsivas desde o dia 30 de outubro e espera há uma semana por uma ressonância magnética cerebral. A criança apresenta paralisia facial, dificuldades para falar e andar, e os médicos investigam um quadro de epilepsia facial associada a paralisia periférica. Apesar de tomografias já realizadas não terem detectado alterações, a ressonância é considerada essencial pela família para um diagnóstico preciso. Os pais, Vitor Santos e Isabela Vieira, relatam que a filha está na quarta posição na fila de regulação do exame, e o quadro clínico tem piorado com crises mais frequentes, incluindo uma que durou até 40 minutos.
A família critica a demora na regulação e a ausência de neurologista de plantão no fim de semana, com atendimento só nesta segunda-feira (4/11). Eles tentam transferir a menina para uma clínica particular ou para o Hospital da Criança de Brasília (HCB) ou o Hospital Sarah Kubitschek, onde acreditam haver melhor estrutura para casos neurológicos. Sem histórico de doenças, a criança era ativa e saudável, segundo o pai, que descreve o sofrimento atual como intenso. Caso não haja progresso, os pais planejam ação judicial para forçar a transferência.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) afirma que a paciente recebeu atendimento imediato e avaliação por neuropediatria, com o exame regulado como prioridade vermelha. No entanto, aguarda vaga em unidade habilitada. A pasta informa que a família agendou um exame particular, mas uma nova crise convulsiva contraindicou o transporte. A SES-DF destaca que a ressonância não é o exame prioritário para o manejo atual e que não há prejuízo assistencial pela espera, com a menina sob acompanhamento contínuo e tratamento com dipirona e anticonvulsivos.