Agentes de inteligência artificial (IA) estão se tornando uma aposta estratégica para empresas, impulsionando a eficiência em diversos setores. Esses programas, baseados em modelos de linguagem como os por trás do ChatGPT, executam tarefas autônomas, como análise de dados ou automação de processos internos. Profissionais como Evellyn Nicole, de 22 anos, engenheira de IA em uma empresa do setor elétrico, e João Gama, de 19 anos, técnico em análise júnior em uma locadora de veículos, exemplificam o potencial da área. Evellyn desenvolve agentes que respondem a consultas simples, como relatórios de vendas, enquanto João criou um sistema para identificar problemas em frotas de veículos, agilizando decisões e reduzindo análises manuais.
O mercado de IA enfrenta escassez de especialistas qualificados, com demanda crescendo mais de 20% ao ano no Brasil e até 30% globalmente, segundo Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Salários variam de R$ 3,5 mil a R$ 20 mil em regime CLT, conforme dados da Catho, e de R$ 19,5 mil a R$ 27,1 mil para engenheiros, de acordo com o Guia Salarial 2026 da Robert Half. Raphael Bozza, vice-presidente de pessoas do iFood, prevê a criação de cargos específicos para agentes de IA nos próximos meses, refletindo investimentos crescentes das empresas.
Para ingressar na área, é essencial estudar Python e ferramentas como LangChain ou CrewAI, além de conceitos de machine learning e IA generativa. Profissionais destacam a importância de um perfil analítico e atualização constante, participando de eventos como hackathons. Desafios incluem o ritmo acelerado de inovações e “alucinações” da IA, que demandam supervisão humana. Evellyn e João, satisfeitos com suas carreiras, trabalham em modelos híbrido e home office, respectivamente, e veem a domínio de agentes como uma habilidade técnica valorizada.