sexta-feira , 6 março 2026
Polícia

Ex-militar é preso em operação contra rede de armas ilegais no Rio e Paraná

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A Polícia Civil realizou uma operação nesta quinta-feira (13) para desarticular uma quadrilha envolvida na fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. A ação ocorreu simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Um dos principais alvos foi o ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin, dono de um ponto de produção nos fundos de uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao tentar fugir pelos fundos do terreno durante a chegada dos agentes, ele foi preso. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), iniciou-se a partir de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores, revelando comunicações, vídeos e transações que comprovam a existência de uma rede estruturada.

Os investigadores identificaram relações entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis pela produção e venda de pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas indicam lucros de até 150% e o uso de transportadoras privadas para envios disfarçados. De acordo com o delegado Luiz Otávio Franco, a empresa de Cotrin consertava armas para milícias de Nova Iguaçu e produzia fuzis vendidos na internet por valores entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Em outra fábrica na Baixada Fluminense, cinco pessoas foram presas, e foram apreendidas pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e um lança-rojão. No Paraná, com apoio da Polícia Civil local, Márcio Marcelo Ivanklo foi detido em casa, onde foram encontradas mais de 80 armas, incluindo espingardas, pistolas e revólveres; ele comercializava os itens via grupos de WhatsApp e já havia sido preso pela Polícia Federal em 2008.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, destacou que a operação demonstra o uso de inteligência, integração e tecnologia na política de segurança, visando desarticular quem fabrica, vende e financia a violência. As equipes localizaram pontos de produção com ferramentas, peças, insumos e equipamentos para recarga de munições, parte das quais era distribuída sem controle legal.

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