sexta-feira , 6 março 2026
Polícia

Advogada presa no DF expõe supostos laços amorosos com traficante e facção criminosa

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A advogada Jéssica Castro de Carvalho, de 30 anos, foi presa na última quinta-feira (13/11) por equipes do 20º BPM (Paranoá) e da Patamo, no Distrito Federal, ao ser flagrada com um carro de luxo carregado de drogas, armas e munições. Dentro do veículo, a Polícia Militar apreendeu tabletes de substância semelhante a skunk, comprimidos de ecstasy, uma pistola 9 mm com 31 cartuchos e munições de diferentes calibres. A captura revela indícios de um esquema criminoso mais amplo, com possíveis conexões pessoais da advogada a Weslley Raphael Godeiro Vasconcelos da Silva, de 33 anos, conhecido como “Bora”, um traficante ligado à facção Comboio do Cão (CDC), que atua na região.

A relação entre Jéssica e “Bora” pode ter iniciado em 2020, quando ele era procurado por homicídio qualificado em Planaltina, embora seu histórico criminal inclua prisões em 2013 por tentativa de homicídio, em 2016 por tráfico de drogas, além de acusações por posse de entorpecentes, receptação e outras tentativas de homicídio, principalmente na área da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). “Bora” foi preso recentemente em 10 de novembro por tráfico e tentativa de homicídio, mas rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido. Imagens divulgadas mostram os dois juntos em passeios e nas redes sociais, sugerindo um vínculo além da defesa técnica.

Jéssica, que se apresenta como advogada com sete especializações, incluindo Lei de Drogas e Violência Doméstica, tem mais de 1.500 seguidores nas redes sociais, onde posta sobre rotina de trabalho, visitas à Polícia Civil, batizados em igreja, competições de fisiculturismo e até manuseio de armas de grosso calibre. Em uma publicação, ela refletiu sobre os impactos da prisão. A 6ª Delegacia de Polícia investiga a origem dos itens ilícitos e possíveis ligações com organizações criminosas.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) informou que acompanhará as investigações para apurar eventuais consequências ético-disciplinares. A defesa de Jéssica alega que ela pegou o carro emprestado de um cliente para atender uma urgência, sem conhecimento dos ilícitos, e planeja entrar com habeas corpus, destacando sua condição de ré primária e a presunção de inocência.

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