Uma live transmitida no YouTube no dia 11 de novembro expôs questões quase idênticas às do primeiro dia do Enem 2025, levantando preocupações sobre a integridade do exame que serve como porta de entrada para centenas de universidades brasileiras. A repórter de Educação do g1, Luiza Tenente, revelou em primeira mão que o estudante de medicina Edclay Teixeira, que oferece cursos preparatórios, identificou itens de uma prova da CAPES como pré-testes para o Enem e incentivou candidatos a memorizarem as respostas. No episódio do podcast O Assunto, apresentado por Victor Boyadjian, Luiza detalhou como oito perguntas divulgadas por Edclay se assemelhavam às da prova oficial, que contou com 4,8 milhões de inscritos neste ano.
A formulação do Enem envolve um banco de questões que pode incluir itens de exames anteriores, o que abre brechas para vazamentos, segundo explicou a jornalista. O Inep, órgão responsável pelo exame, anulou apenas três das oito questões antecipadas, alegando justificativas específicas para essas anulações, enquanto as demais não alterariam o resultado geral da prova. Luiza Tenente relatou relatos de estudantes e familiares afetados, destacando a indignação com a possível desigualdade no processo seletivo.
A investigação sobre o caso continua, com o Inep afirmando que as questões antecipadas não comprometeram a validade do exame como um todo. O episódio do podcast, produzido por Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan, soma-se aos mais de 168 milhões de downloads acumulados desde 2019, reforçando o debate sobre transparência em políticas educacionais públicas.