quinta-feira , 5 março 2026
Economia

Operação Codajás completa 30 anos e assegura suprimento energético na Amazônia

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A operação Codajás, responsável pelo abastecimento de combustível, especialmente gás liquefeito de petróleo (GLP), durante o período de seca nos rios da Amazônia, completou 30 anos em dezembro. Essa iniciativa, que também garante a continuidade da produção de petróleo e gás natural em Urucu/Coari, assegura que o gás de cozinha chegue à população da região Norte. Somente entre setembro e outubro, foram escoadas mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil metros cúbicos de petróleo a partir do terminal de Solimões, no Amazonas. Realizada pela Petrobras em parceria com a subsidiária Transpetro, a operação conta com um comitê técnico formado por representantes das duas empresas e da Marinha do Brasil, que monitora diariamente os níveis dos rios em Iquitos, Manaus e Coari.

Em outubro, foram realizadas medições no Rio Solimões, entre Codajás e Coari, e sondagens na Enseada do Rio Madeira, no Rio Amazonas. Para 2025, a Codajás dispõe de quatro navios selecionados para atuação exclusiva, incluindo dois operados pela Transpetro: Jorge Amado e Gilberto Freyre. Além disso, embarcações de calado reduzido são mobilizadas para atravessar pontos de menor profundidade. Todas as operações ocorreram em Manaus, sem necessidade de transbordo em Codajás ou Itacoatiara, graças à manutenção das condições de navegabilidade.

A Petrobras destacou que as ações coordenadas permitiram atravessar o período com manutenção da produção de petróleo, estoques adequados e atendimento pleno aos compromissos com o mercado de GLP. O gás natural produzido na região é utilizado para abastecer termelétricas em Manaus, sétima capital mais populosa do país, sendo responsável por mais de 50% da geração de energia no estado do Amazonas. Em 2024, durante a maior seca da Amazônia em 74 anos, a operação transportou mais de 16 mil toneladas de GLP em 21 ações com cinco navios gaseiros dedicados.

Segundo o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, ao longo de três décadas, a operação tem se adaptado às variações climáticas e geográficas da Amazônia, superando condições impostas pela vazante dos rios com soluções tecnológicas e seguras. Mesmo em anos com menor impacto, como 2025, o planejamento e o monitoramento continuam, garantindo o suprimento de gás de cozinha para a região Norte sem interrupções.

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