sexta-feira , 6 março 2026
Ciência e Astronomia

Neurociência explica como o amor afeta leis de casamento e divórcio

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Estudos neurocientíficos revelam que o amor romântico ativa o sistema de recompensa no cérebro, especialmente a via mesolímbica dopaminérgica, gerando motivação e energia intensas. De acordo com o neurocirurgião Fernando Gomes, essa fase inicial envolve a área tegmental ventral e o núcleo accumbens, criando uma sensação de “quero mais” semelhante a uma adição natural. No entanto, essa química explosiva é temporária, transitando para vínculos duradouros mediados por ocitocina e vasopressina, que promovem apego e estabilidade. Esses mecanismos explicam por que relacionamentos começam com euforia, mas podem evoluir para compromissos que envolvem escolhas e renúncias, impactando diretamente questões jurídicas como uniões estáveis e parentalidade.

Pesquisas indicam que o amor duradouro reorganiza circuitos cerebrais, como o hipocampo e a ínsula, fortalecendo empatia e conexões emocionais. Contudo, quando há rupturas, o cérebro enfrenta um “desmame neuroquímico”, ativando áreas ligadas à dor social, o que contribui para altas taxas de divórcio observadas em sociedades modernas. Fernando Gomes destaca que fatores como estresse e saúde mental influenciam esses processos, intersectando com o ordenamento jurídico em temas como direitos financeiros e deveres parentais. Essa interface entre neurociência e lei sugere que compreender o cérebro pode auxiliar em políticas familiares mais eficazes, promovendo resoluções menos conflituosas em tribunais.

O ciúme e o término de relacionamentos ativam circuitos como a amígdala e o córtex cingulado anterior, interpretando ameaças como dor física. Essa perspectiva neuropsiquiátrica, explorada no livro “Tratado sobre o amor” de Fernando Gomes, lançado pela Editora Planeta, enfatiza que o amor é um fenômeno plástico, influenciado por contextos sociais e experiências passadas. Diante de divórcios resolvidos em instâncias jurídicas, onde diferenças profundas escapam do âmbito afetivo, a ciência aponta para a necessidade de integrar conhecimentos sobre o cérebro em debates políticos sobre casamento e família, potencializando abordagens mais humanizadas.

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