domingo , 7 junho 2026
Segurança e Justiça

Chacina em Jaboticabal revela fragilidades nas políticas de combate à violência doméstica

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Em um caso que chocou a região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Milton Gonçalves Filho, de 48 anos, e seu filho Leonardo Gonçalves, de 21, tiveram prisão preventiva decretada após confessarem o assassinato de Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e seus três filhos: Eduardo Felipe Lima dos Santos, de 10 anos, Victor Hugo Lima dos Santos, de 8, e Luiz Henrique Lima dos Santos, de 6. Os crimes ocorreram na noite de 18 de dezembro em uma fazenda em Jaboticabal, onde a família residia. Segundo depoimentos à polícia, Leonardo matou Sabrina com golpes de facão durante uma discussão, e Milton usou uma marreta para assassinar as crianças, que tentaram defender a mãe. Os corpos foram ocultados em uma área de mata próxima, e o caso foi inicialmente tratado como desaparecimento, com Milton fingindo desconhecer o paradeiro das vítimas por cinco dias.

A investigação, registrada como feminicídio, homicídio, destruição, subtração e ocultação de cadáver, destaca questões políticas urgentes no combate à violência contra mulheres e crianças no Brasil. Familiares de Sabrina, como o tio Anderson Braz de Almeida, clamam por justiça, enfatizando o impacto duradouro do crime em datas festivas. Os suspeitos também confessaram o assassinato de Jéssica Rizzo, ex-companheira de Milton, ocorrido em agosto do ano anterior, o que amplia o escopo das apurações. Áudios revelam tensões na relação, com Leonardo expressando raiva contra a madrasta, apontando para dinâmicas familiares conflituosas que políticas de prevenção poderiam mitigar.

As buscas por restos mortais de Jéssica continuam, com uso de equipamentos pesados, e os acusados permanecem detidos. Esse episódio reforça a necessidade de fortalecimento de leis como a de feminicídio, implementada para proteger vítimas de violência de gênero, e expõe lacunas no monitoramento de áreas rurais, onde crimes semelhantes podem passar despercebidos por dias. Autoridades da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo prosseguem com as investigações, mas o caso serve como alerta para reformas em políticas públicas de segurança e apoio a famílias vulneráveis.

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