quinta-feira , 23 abril 2026
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CLDF expõe falhas na gestão do Iges-DF e atrasos em obras de UPAs

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Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF
Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Debate acirrado na CLDF expõe falhas na gestão de saúde

A Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu um debate tenso na terça-feira, 26 de março de 2026, sobre a prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e o andamento das obras de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Presidida pela deputada Dayse Amarilio (PSB), a sessão destacou preocupações com a transparência e a eficiência no uso de verbas públicas. Representantes do Iges-DF apresentaram relatórios, mas parlamentares questionaram duramente os prazos de entrega, a qualidade dos serviços e a fiscalização de contratos, revelando potenciais falhas que podem prejudicar a população do DF.

Avanços questionados nas obras das UPAs

As discussões se concentraram nas obras das UPAs em Ceilândia, Brazlândia e Vicente Pires, onde o Iges-DF relatou avanços no uso de recursos. No entanto, os parlamentares expressaram ceticismo quanto aos prazos de conclusão, apontando atrasos que comprometem o acesso à saúde. A qualidade dos serviços prestados também foi alvo de críticas, com indícios de que a fiscalização de contratos pode não estar sendo rigorosa o suficiente, gerando riscos de desperdício de verbas públicas.

Transparência em xeque na gestão pública

A falta de clareza na gestão de recursos do Iges-DF dominou o debate, com a Comissão de Saúde da CLDF exigindo mais accountability para garantir que os investimentos beneficiem efetivamente a população. Os representantes do instituto tentaram defender suas ações, mas as perguntas incisivas dos deputados revelaram lacunas na prestação de contas. Essa situação reforça preocupações sobre ineficiências crônicas no setor de saúde do Distrito Federal, onde a transparência parece ser mais uma promessa do que uma realidade.

É fundamental que haja transparência para garantir que os investimentos em saúde beneficiem a população do DF de forma efetiva.

A declaração da deputada Dayse Amarilio resume o tom negativo da sessão, destacando como a opacidade pode minar os esforços para melhorar o atendimento público.

Impactos para a população do DF

Com o debate expondo fragilidades no Iges-DF, a população de Ceilândia, Brazlândia e Vicente Pires continua à espera de UPAs funcionais, enquanto questionamentos sobre prazos e qualidade persistem. A Comissão de Saúde da CLDF sinalizou a necessidade de maior vigilância, mas sem ações concretas, os investimentos em saúde correm o risco de se tornar mais um exemplo de má gestão. Esse cenário negativo alerta para a urgência de reformas que priorizem a fiscalização e a eficiência, evitando que recursos públicos sejam mal utilizados em detrimento dos cidadãos.

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