quinta-feira , 23 abril 2026
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Polícia Civil do DF desarticula esquema de R$ 22 milhões em falsificação de receitas médicas

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1 de 1 esquema-criminoso-medicamentos-10-dp - Foto: Divulgação/PCDF
1 de 1 esquema-criminoso-medicamentos-10-dp - Foto: Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, na última terça-feira (09/04/2026), um esquema de falsificação de receitas médicas para obtenção e revenda de medicamentos de alto custo, por meio da Operação Alto Custo. O grupo criminoso movimentou cerca de R$ 22 milhões em um ano, focando principalmente em remédios oncológicos. A ação envolveu a 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, e contou com apoio das Polícias Civis de Goiás e São Paulo, resultando na apreensão de itens como medicamentos, receitas falsificadas, computadores e celulares, sem prisões efetuadas.

Detalhes da operação

A operação ocorreu em Brasília (DF), Goiânia (GO) e São Paulo (SP), com o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão. Investigadores identificaram um homem de 35 anos como líder do esquema, que utilizava receitas médicas falsificadas para adquirir medicamentos caros em farmácias do Distrito Federal. Esses itens eram então revendidos no mercado paralelo por preços abaixo do valor de mercado, gerando lucros significativos para o grupo.

A ação foi desencadeada após investigações que revelaram a extensão do esquema, ativo há pelo menos um ano. A Polícia Civil destacou a importância de desmantelar essa rede, que explorava vulnerabilidades no sistema de saúde para obter remédios controlados. Embora ninguém tenha sido preso durante as buscas, as apreensões fornecem evidências cruciais para prosseguir com as apurações.

Impacto do esquema e medidas futuras

O esquema não apenas fraudava o sistema de saúde, mas também colocava em risco pacientes que dependem de medicamentos oncológicos autênticos. Ao revender produtos de alto custo por valores reduzidos, o grupo alimentava um mercado ilegal que poderia comprometer a qualidade e a segurança dos remédios. Autoridades estimam que a movimentação de R$ 22 milhões reflete a escala do problema, afetando farmácias e o abastecimento legítimo no Distrito Federal e estados vizinhos.

Com as provas coletadas, a Polícia Civil planeja aprofundar as investigações para identificar todos os envolvidos e possíveis ramificações. A colaboração entre as polícias de diferentes estados reforça a luta contra crimes que exploram o setor farmacêutico. Especialistas alertam para a necessidade de maior vigilância em prescrições médicas, visando prevenir fraudes semelhantes no futuro.

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