sexta-feira , 6 março 2026
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Luis Miranda diz que Ministério da Saúde bloqueou acesso do irmão ao sistema

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O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou neste domingo, 27, que o Ministério da Saúde bloqueou o acesso de seu irmão, Luis Ricardo Miranda, ao sistema da Pasta. Luis Ricardo é funcionário de carreira do ministério. Os dois denunciaram irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro.
“Aos defensores de bandidos, meu irmão acaba de descobrir que bloquearam ele do sistema”, escreveu o deputado pelo Twitter. “Vale ressaltar que ele é funcionário de carreira! Isso é ilegal, perseguição e só comprova que eles têm muito para esconder…”
Nos últimos dias, Miranda já vinha acusando o governo de perseguição em razão das denúncias. Em entrevista no sábado, ele disse que sofreu retaliação do governo e do próprio presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Miranda citou o fato de Lira ter anunciado, enquanto ele dava depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, na sexta-feira, os nomes dos deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Celso Sabino (PSDB-PA) como relatores dos dois textos que compõem a reforma tributária. De acordo com Miranda, a relatoria da proposta estava prometida a ele.
Miranda já deu indicações de que pode existir uma gravação que comprova que o presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre o suposto esquema no Ministério da Saúde. Segundo ele, se Bolsonaro desmenti-lo, o presidente terá uma “surpresa mágica”.
No depoimento à CPI da Covid, os irmãos disseram ter avisado Bolsonaro há três meses sobre as suspeitas e sobre uma “pressão atípica” para acelerar a importação da vacina. Na conversa, Bolsonaro teria citado o deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo na Câmara, como o parlamentar que queria fazer “rolo” no ministério.
O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que irá apresentar nesta segunda-feira, 28, uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República (PGR). O parlamentar acusa o chefe do Planalto de cometer crime de prevaricação ao não ter determinado a apuração de um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. (com informações Istoé)

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